O projeto “Todo Mundo no Rio”, evento anual e gratuito realizado na Praia de Copacabana, continua sendo uma das maiores vitrines de entretenimento e turismo do mundo. Após receber apresentações históricas de Lady Gaga (2025) e Shakira (2026) — além do marco anterior de Madonna (2024) —, as edições futuras já estão no centro de grandes especulações.
De acordo com apurações e especulações trazidas pela imprensa especializada (como a Vanity Brasil e portais de cultura pop), Katy Perry surge como a grande cotada para comandar o megashow de maio de 2027. Já para 2028, os rumores apontam que Beyoncé estaria sendo sondada para encerrar a primeira grande temporada de contrato do festival na orla carioca. A TV Globo, inclusive, acenou para as negociações durante seu evento de mercado (Upfront), atiçando os fãs ao redor do país.
Retorno milionário para a economia e o turismo
Longe de ser apenas um espetáculo musical, o “Todo Mundo no Rio” consolidou-se como um motor econômico para o estado e para a capital fluminense:
- Injeção de capital: O último show na orla, comandado por Shakira, movimentou cerca de R$ 800 milhões na economia local, impactando diretamente o setor hoteleiro (com ocupação próxima de 100%), bares, restaurantes, comércio ambulante e transporte público.
- Visibilidade global: A transmissão internacional e o fluxo de milhões de turistas de outros estados e países recolocam o Rio de Janeiro no centro do circuito de grandes eventos globais.
Polêmica política: A discussão sobre a verba da cultura
Apesar do impacto econômico positivo, o evento é alvo constante de debates políticos. Opositores e parlamentares chegaram a defender publicamente o cancelamento do projeto sob a justificativa de cancelar os repasses públicos e reverter a verba para áreas prioritárias, como saúde e infraestrutura.
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No entanto, especialistas jurídicos e defensores da pasta ressaltam a inviabilidade da proposta:
- Vinculação orçamentária e desvio de finalidade: Os recursos destinados ao evento vêm de fundos e orçamentos carimbados para a Cultura e Turismo, além de patrocínios da iniciativa privada. Transferir arbitrariamente verbas jurídicas aprovadas para o fomento cultural para outras pastas (como Saúde ou Obras) configuraria desvio de verba/finalidade, além de descumprir leis de incentivo e diretrizes orçamentárias.
- Retorno sobre o investimento (ROI): Defensores da medida lembram que o investimento público no evento retorna multiplicado em arrecadação de impostos (como ISS e ICMS) decorrentes do turismo e consumo na cidade, gerando indiretamente mais recursos para os cofres públicos.
As tratativas para as edições de 2027 e 2028 seguem em andamento entre a Prefeitura do Rio, organizadores e patrocinadores privados.